24 de setembro de 2010

POLÍTICAS URBANAS: Obras no Bairro Jardim Felicidade

Como vereador e agora candidato a uma vaga na câmara dos deputados por Minas Gerais, defini a prioridade e o compromisso com a comunidade do bairro Jardim Felicidade de lutar juntamente a Prefeitura de Belo Horizonte para solucionar vários problemas que o bairro enfrenta principalmente quanto ao saneamento urbano, urbanização de vias, projetos sociais e área de lazer.

Assumi sem fazer promessas, a responsabilidade de trabalhar e não medir esforços para que os moradores tivessem o direito de residir em um bairro bem estruturado, harmônico e acolhedor.

Como reflexo de nossos esforços e graças a Deus consegui junto à prefeitura as seguintes obras para o bairro até o presente momento:

› Reforma e revitalização do campo Madalena

› Construção do centro de convivência para pessoas da terceira idade,

› Asfaltamento da rua 34

› Asfaltamento da rua 45

› Asfaltamento da rua 62

› Asfaltamento e drenagem da Rua 62 A

›Asfaltamento da Rua Coletora

›Asfaltamento da Rua 52

›Asfaltamento da Rua 60

› Asfaltamento da Rua 33

›Asfaltamento da Rua 41 B

› Asfaltamento da Rua 37 A

› Asfaltamento e Urbanização da Rua 41

›Urbanização da Rua 51 B

Asfaltamento e contenção da Rua 48

›Urbanização do Beco 27 A

Asfaltamento da Rua 65

› Urbanização do Beco 27 B

› Urbanização do Beco 27 C

› Urbanização do Beco 33 A

› Urbanização do Beco 33 B

›Urbanização de trecho da Rua Machacalis

›Implantação da Praça Machacalis

›Construção do gabião na Avenida A com a Rua 67

›Construção do gabião na Avenida A entre Rua 53 e 52, além de Praça na Rua 16 com av. A.


Assumi também outros compromissos que em breve serão realizados como:

1) Solicitação de Água e luz aos órgãos responsáveis na rua 64

2) Urbanização e saneamento na AV. A (Av. Fazenda Velha)

3) Pedido de nomeação junto a PBH de mais de 60 ruas do bairro Jardim Felicidade que já foram sancionadas.


Tenho solicitado aos órgãos responsáveis da Prefeitura o início de outras obras inclusive do orçamento participativo, e juntos ainda temos muito que realizar no Bairro Jardim Felicidade. Podem ter a certeza de contar comigo, afirmou o candidato Carlos Henrique.

22 de setembro de 2010

Candidato realiza visitas semanais as Comunidades


O vereador pastor Carlos Henrique, Candidato a Deputado Estadual pelo Partido Republicano Brasileiro - PRB, tem como característica de trabalho conhecer as comunidades e locais onde são necessárias ações públicas, com objetivo de melhorar a qualidade de vida dos moradores. Através disso ele faz semanalmente visitas às comunidades carentes da cidade de Belo Horizonte com o propósito de sentar e discutir os problemas de cada local e encaminhar as solicitações dos moradores aos órgãos constitucionalmente constituídos nas três esferas do poder, com foco no Executivo Municipal. Afinal ninguém melhor para conhecer os problemas do seu bairro do que o próprio munícipe.

Com a presença de líderes comunitários são discutidos assuntos como: melhoria de pavimentação, energia elétrica, saneamento básico, saúde, área de recreação, segurança, educação, projetos sociais em benefício das comunidades e muitos outros assuntos propostos pelos moradores locais.

O Candidato conta ainda com um relacionamento interativo com seus eleitores podendo conversar diretamente através de seu Orkut, face book, blogger e site.

Acompanhe os veículos de comunicação e redes sociais do Candidato a Deputado Estadual Carlos Henrique e acesse, deixe seu recado, demanda solicitação ou até mesmo uma mensagem.




ORKUT: Procure por PRCARLOS10123

Fonte : Frederico Franco - Assessor de Comunicação do Vereador Carlos Henrique

20 de setembro de 2010

Candidato a Deputado Estadual lado-lado com a comunidade



O vereador pastor Carlos Henrique tem como característica de trabalho conhecer as comunidades e locais onde são necessárias ações públicas, com objetivo de melhorar a qualidade de vida dos moradores. Através disso ele faz semanalmente visitas às comunidades carentes da cidade de Belo Horizonte com o propósito de sentar e discutir os problemas e necessidades de cada local com objetivo de encaminhar regimentalmente aos órgãos constitucionalmente constituídos nas três esferas de poder com foco no Executivo Municipal. Afinal ninguém melhor para conhecer os problemas de seu bairro do que o próprio munícipe.

Com a presença de líderes comunitários são discutidos assuntos como: melhoria de pavimentação, energia elétrica, saneamento básico, saúde, área de recreação, segurança, educação, projetos sociais em benefício das comunidades e muitos outros assuntos propostos pelos moradores locais.

O Candidato conta ainda com um relacionamento interativo com seus eleitores podendo conversar diretamente através de seu Orkut, face book, blogger e site.

Conheça os veículos de comunicação e redes sociais do Candidato a Deputado Estadual Carlos Henrique e acesse, deixe seu recado, demanda solicitação ou até mesmo uma mensagem.

SITE: http://www.carloshenrique10123.com.br/

TWITTER: http://twitter.com/DepCarlos10123

FLICKR: http://www.flickr.com/photos/depcarloshenrique

ORKUT: Procure por PRCARLOS10123

BLOG: http://www.vereadorcarloshenrique.blogspot.com/

17 de setembro de 2010

Candidato apoia Movimento de Luta Pró-Creches


O Vereador Carlos Henrique, candidato a Deputado Estadual pelo Partido Republicano Brasileiro- PRB, apoia o Movimento de luta pró creches (MLPC), que é uma organização social, sem fins lucrativos, sem distinção de credo ou de raça, cor, sexo, ou religião que congrega 135 creches e centros infantis comunitários, filantrópicos, e confessionais dos municípios de Contagem, Betim, e Ibirité. Todos localizados na região metropolitana de Belo Horizonte.

O Político Contribui com outros municípios mineiros e de outros estados através de sua experiência acumulada ao longo de 28 anos de luta em prol dos direitos básicos das crianças e adolescentes de famílias em vulnerabilidade social. O movimento em seus 28 anos de existência se constitui em um dos poucos surgidos no Brasil na década de 70, que ainda se mantém vivo, organizado e coerente com seus objetivos. Ele atende hoje, cerca de 30 mil crianças e jovens de zero a 14 anos, e a mais de 5 mil mulheres trabalhadoras além de cerca de dez mil e quinhentas famílias de 500 comunidades da periferia de Belo Horizonte.

Clique ABAIXO e veja as fotos do MLPC :

Fonte : Frederico Franco - Assessor de Comunicação Social do Vereador Carlos Henrique

Vias são interditadas para início da cobertura do Arrudas


Em função das obras do Boulevard Arrudas, executadas pela Prefeitura no trecho da avenida do Contorno, entre a avenida Barbacena e a rua Carijós, a partir de sábado, dia 18, serão realizadas algumas intervenções no trânsito do bairro Barro Preto. As alterações ocorrem por motivos de segurança, em virtude do lançamento de vigas de sustentação sobre a caixa de canalização do rio para a cobertura do Arrudas. O local será sinalizado com faixas de tecido para orientação aos condutores. Para a segurança de todos, a BHTrans orienta os motoristas a redobrar a atenção, respeitar a sinalização implantada e os agentes de trânsito e a evitar, se possível, transitar pelo local.

ALTERAÇÕES

• Das 7h às 20h, desta sexta-feira, dia 17, a avenida do Contorno, entre o cruzamento das ruas Araguari com rua dos Tamoios e a rua Mato Grosso, neste sentido, será interditada ao trânsito de veículos. As vias de acesso à avenida do Contorno, rua Ouro Preto e rua Juiz de Fora, entre a rua dos Tupis e a avenida do Contorno, funcionarão exclusivamente como transito local.

DESVIOS

Os veículos particulares e do transporte coletivo deverão seguir os seguintes desvios:

- Veículos que trafegam da avenida Tereza Cristina, em direção à Área Central: Avenida Tereza Cristina, avenida Barbacena, avenida Augusto de Lima, Praça Raul Soares.

- Veículos que trafegam da Avenida Tereza Cristina em direção ao Viaduto Oeste: Avenida Tereza Cristina, avenida do Contorno, rua dos Tamoios, rua Mato Grosso, avenida do Contorno, Viaduto Oeste.

- Veículos que trafegam da rua Araguari em direção ao viaduto Oeste: Rua Araguari, rua dos Tamoios, rua Mato Grosso, avenida do Contorno, Viaduto Oeste.
...Fonte: "Prefeitura de BH"

16 de setembro de 2010

Carlos Henrique comemora a entrega dos Títulos de Propriedade aos moradores do Bairro Jardim Felicidade


“Um ato de cidadania”. Assim o presidente da Associação Comunitária dos moradores do Conjunto Jardim Felicidade, Paulo Fernandes, expressou a satisfação da comunidade em receber o documento que comprova a propriedade legal de imóveis. A entrega simbólica dos títulos de propriedade foi feita pelo prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, juntamente com o Vereador Carlos Henrique que é um lutador pelas questões sociais do bairro.

As famílias puderam retirar seus títulos com a equipe da Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte (Urbel). No processo de regularização fundiária do local foram aprovados 2.941 lotes, beneficiando 4.592 domicílios. Para o Vereador e Candidato a Deputado Estadual, pelo Partido Republicano Brasileiro – PRB, Carlos Henrique, a entrega dos títulos de propriedade representa a satisfação de trabalho cumprido juntamente à prefeitura. “Fiz um compromisso com os moradores do Jardim Felicidade que conquistaríamos esta vitória”, enfatizou.

O repasse dos documentos no conjunto é registrado como a maior entrega de títulos de propriedade já feita pelo município a famílias de áreas ocupadas informalmente. Desde sua criação, em 1986, o programa de Regularização Fundiária da Prefeitura emitiu 12.220 escrituras, beneficiando mais de 28 mil famílias de 43 vilas e favelas.

Para a legalização dos imóveis, a Prefeitura contou com recursos do Orçamento Geral da União, no valor de R$ 350 mil para o Conjunto Jardim Felicidade investidos em despesas cartoriais. O trabalho não gera custo aos moradores e é feito pela equipe técnica da Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte (URBEL).

Jardim Felicidade

A ocupação do Conjunto Jardim Felicidade ocorreu em 1986, com o loteamento da Fazenda Tamboril, depois que a área foi desapropriada pela Prefeitura. O processo de regularização fundiária, iniciado há sete anos, abrangeu todo o Conjunto Jardim Felicidade, com 17 mil moradores. Conforme determina a legislação urbanística, não foram legalizados os lotes situados em áreas de risco geológico e na faixa de domínio do córrego Tamboril, sujeita a inundação.

Clique ABAIXO e veja as fotos da  Entrega de Títulos de Propriedade no Jardim Felicidade : http://picasaweb.google.com.br/vereadorcarloshenrique/EntregaDeTitulosDePropriedadeNoJardimFelicidade?feat=directlink

Fonte : Frederico Franco -  Assessor de Comunicação Social do Vereador Carlos Henrique

Horário de verão tem início no dia 17 de outubro


O horário de verão começará no próximo dia 17 de outubro, um domingo, e ficará em vigor até o dia 20 de fevereiro de 2011, segundo o Ministério de Minas e Energia. Durante esse período, os relógios dos moradores das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste do País deverão ser adiantados em uma hora.
A medida anual do governo tem como objetivo aproveitar a intensidade da luz natural durante parte da Primavera e do Verão para reduzir o consumo de energia no chamado horário de pico, entre o fim da tarde e o início da noite. Nesse horário de maior consumo, a redução da demanda proporcionada pela mudança dos relógios chega a 5%.
...Fonte: "Jornal Hoje em Dia"

15 de setembro de 2010

Limpeza da Pampulha volta a mobilizar comunidade


Estudantes de 13 escolas da região da Pampulha, além de grupos de escoteiros e associação de bairro, têm encontro marcado no sábado, dia 18. Mais de 600 alunos, acompanhados por 105 monitores, participam durante toda a manhã de sábado, de atividades do Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias, realizadas pelo Programa Pampulha Viva. Os participantes do evento serão divididos em 15 grupos responsáveis pela coleta de garrafas, plásticos e outros materiais jogados no ambiente de forma indevida, gerando poluição.
Serão nove pontos de coleta, entre eles a enseada do Zoológico, a foz do córrego Olhos D'Água e o Parque Confisco. Após o trabalho de limpeza, as equipes se deslocam para a orla da Lagoa da Pampulha, onde participam de oficinas e podem conferir atrações artísticas. Já os materiais recolhidos serão levados por funcionários da SLU ao local de encerramento das atividades para serem pesados e doados à Associação de Trabalhadores em Materiais Recicláveis da Pampulha (Astermap).
O Programa Pampulha Viva surgiu da união entre entidades como os núcleos do Projeto Manuelzão, empresas e instituições localizadas nas microbacias hidrográficas do alto e médio Onça. Tem como objetivos propor, executar e articular ações entre os setores que compõem o programa buscando melhorar a qualidade de vida de quem vive na região construindo uma gestão ambiental participativa. Em 2006, os núcleos do Projeto Manuelzão começaram a participar do “Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias”, que acontece simultaneamente em várias partes do mundo, no terceiro sábado do mês de setembro, desde 1988.
As atividades que serão realizadas na Pampulha, além do caráter simbólico, também buscam mobilizar os moradores para o problema do acúmulo de resíduos na bacia e colaborar com a meta proposta para 2014, que é pescar, nadar e navegar na Pampulha.

PBH prepara moradores de áreas de risco para período de chuva


A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte (Urbel), começou nesta terça-feira, dia 14, a Operação Pente Fino, que tem como objetivo a conscientização dos moradores de áreas de risco geológico com perigo de deslizamento de encosta ou de inundação, para evitar acidentes no período chuvoso. A primeira ação foi realizada na Vila Cemig, no Barreiro, e contou com a participação dos técnicos da Urbel e das secretarias regionais, agentes da Defesa Civil Municipal e moradores voluntários dos Núcleos de Defesa Civil (Nudec). Os técnicos distribuíram cartilhas educativas, orientaram os moradores a identificar os indícios de risco de acidentes e a agir adequadamente nas situações de emergência e forneceram os telefones para solicitar vistoria e atendimento.
A engenheira civil da Urbel Marilusa Diniz participou da mobilização na Vila Cemig e explicou a importância da ação. “É fundamental que os técnicos orientem os moradores a perceberem os riscos de acidentes e a buscarem ajuda no lugar certo em situações de emergência”, afirmou. O operador de telemarketing Natanel Pereira mora no local há seis anos e agradeceu a visita dos técnicos da PBH. “A conversa com eles é importante, porque precisamos saber todos os cuidados que devemos tomar com a chegada das chuvas”, disse. O morador afirmou que, para ele, a principal orientação dada pelos técnicos foi a maneira de entrar em contato com a Prefeitura em casos de acidente. Veja no box nesta página as ações e os efeitos da prevenção na Vila Cemig.
A operação, que se estende até o dia 26 de outubro, faz parte das ações preventivas realizadas pelo Grupo Executivo de Área de Risco (Gear) e vai percorrer 104 vilas e favelas de Belo Horizonte. Ainda nesta semana também serão visitados o Aglomerado Beira Linha e a Vila Dom Silvério, na região Nordeste; a Vila Nossa Senhora Aparecida, no Aglomerado da Serra; a Vila Nova Gameleira, na região Oeste; e a Vila Primeiro de Maio, na região Norte. Antes do início das chuvas do ano passado, operação idêntica alcançou 110 comunidades, onde foram distribuídas 14 mil cartilhas educativas.
A diretora de manutenção em áreas de risco da Urbel, Isabel Volponi, explicou que a ação de mobilização nas comunidades é feita anualmente e começa cerca de dois meses antes do período de chuva. Segundo ela, o principal fator avaliado nas vistorias realizadas por técnicos da PBH é o nível de estabilidade do terreno, que pode diagnosticar um risco que precisa ser monitorado ou a necessidade de remoção das famílias do local. “É importante que os moradores estejam orientados a procurar ajuda em casos de emergência. A solução pode ser simples, com pequenas obras ou apenas com o monitoramento”, afirmou.
A população pode solicitar atendimento e vistoria pelos telefones 3277-6409 (Urbel - segunda a sexta-feira, no horário comercial) ou 199 (Defesa Civil – finais de semana e feriados).
...Fonte: "Prefeitura de BH"

14 de setembro de 2010

Médicos fazem ação contra o câncer de pele

No próximo fim de semana os belo-horizontinos vão poder se consultar e tirar dúvidas sobre câncer de pele gratuitamente. A ação faz parte do Tour de Prevenção ao Câncer da Pele, que passará por 11 cidades do Brasil. No dia 18 de setembro, das 9 às 15 horas, o evento acontece no Parque das Mangabeiras; no domingo, dia 19, é a vez do Parque Municipal abrir as portas, também a partir das 9 horas. Nesses locais, médicos da Sociedade Brasileira de Dermatologia - Regional Minas Gerais e profissionais da Sociedade Brasileira de Enfermagem em Dermatologia (Sobende) terão duas salas de atendimento e outra de espera para fazer os trabalhos.
Segundo informações do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o tumor de pele é o mais frequente no Brasil - representando 25% de todos os tipos de câncer malignos registrados no país. Entre eles, o ‘não-melanoma’ é o de maior incidência e pode apresentar tumores de diferentes linhagens. Dois deles são os mais comuns: o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular.
O primeiro é responsável por 70% dos diagnósticos no país. Para identificá-lo, o diretor do Departamento de Dermatologia da Associação Médica de Minas Gerais, José Rogério Regis Júnior, é preciso observar se a lesão não cicatriza há mais de quatro semanas, se é elevada, com aparência brilhante (perolada) e se dentro dela é pode-se enxergar, a olho nu, pequenos vasos de sangue.
Já o carcinoma espinocelular é normalmente constituído por cascas (crostas) avermelhadas, tem igual tendência a não-cicatrização que podem se espalhar por todo o corpo. O diretor destaca, entretanto, que é o tipo de câncer mais grave entre os outros tumores - embora represente apenas 4% dos casos registrados no Brasil, conforme números do Inca. “Este tipo traz novos sinais ou pintas, geralmente assimétricas, com bordas irregulares que mudam ou têm mais de uma cor, e têm lesões maiores de 0,5 centímetros”, explica.
Dados do Inca informam que, em 2010, 113.850 novos casos de câncer de pele não-melanoma (sendo 53.410 homens e 60.440 mulheres) podem surgir no país. Para os casos de câncer de pele melanoma, a estimativa é de 5.930 novos casos (sendo 2.960 homens e 2.970 mulheres).
A dúvida de muita gente, entretanto, é saber o momento certo de procurar um médico e se de fato é necessário fazê-lo sem criar falsas expectativas. Segundo o dermatologista Leandro Alvim, o especialista deve ser acionado quando as manchas coçarem, arderem, escamarem ou sangrarem. Também deve-se observar quando os sinais ou pintas mudarem de tamanho, forma ou cor; as feridas não cicatrizarem em quatro semanas; ou quando houver dor ou uma mudança na textura da pele.
Sabe-se hoje que os principais fatores de risco para desenvolver o câncer de pele vêm de um histórico familiar propício para a doença. Mas ela também acomete as pessoas de pele e olhos claros, com cabelos ruivos ou loiros; aqueles que trabalham frequentemente expostas ao sol sem proteção adequada; os que têm exposição prolongada e repetida ao sol na infância e adolescência. “É na infância e adolescência que as pessoas se expõem a 80% do sol da vida inteira. Por isso, alertamos tanto para os cuidados com essas faixas etárias”, afirmou José Rogério Junior.

Protetor solar é o principal aliado

Atualmente, existem muitos e grandes aliados no combate ao câncer de pele. O primeiro deles é o filtro solar. O fator de proteção acima de 15 deve ser usado diariamente, uma vez pela manhã, outra durante a tarde, nas áreas mais expostas do corpo, como o rosto, braços, mãos, pescoço e orelha. Se o destino for a praia, piscina ou cachoeira é preciso reutilizá-lo a cada duas horas.
Os outros aliados são os bonés ou chapéus de abas largas, óculos escuros, sombrinhas, camisa de manga longa e calça comprida. “A prevenção é sempre a melhor saída, mas, se os sintomas aparecerem, é melhor não entrar em pânico ou ignorar a situação. O câncer de pele apresenta altos percentuais de cura se for detectado precocemente”, destaca o dermatologista.
Dependendo do tipo de câncer diagnosticado, o indicado para tratamento pode ser a cirurgia, ou até mesmo uma pomada. Alguns casos precisam de radioterapia ou quimioterapia.
...Fonte: "Jornal Hoje em Dia"

Campanha Nacional de Vacinação começa sábado

A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte realiza no próximo sábado (18) a Campanha Nacional de Vacinação Antirrábica. A meta é vacinar cerca de 230 mil cães e gatos da capital, para manter o controle da raiva no município. Mais de 500 postos de vacinação estarão abertos em todas as nove regionais. O risco de efeitos colaterais registrados recentemente em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte, que culminou na morte de dezenas de animais, é afastado pelo Ministério da Saúde para Minas Gerais.
Belo Horizonte não registra um caso de raiva em humanos há 26 anos. O último caso em animais registrado no município foi em 1989 e o último caso de raiva humana, em 1984. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a cada ano são registrados mais de 55 mil casos de raiva humana no mundo com a variante de cães.
Relatório do Ministério da Saúde garante que o Brasil reduziu enormemente o número de casos humanos transmitidos por cães e gatos devido às atividades de vigilância, controle e profilaxia humana adotadas. A campanha de vacinação contra raiva canina e felina é apontada pelas autoridades sanitárias como a principal atividade para prevenção de casos humanos e o controle da doença no seu ciclo urbano, o que possibilitou a redução de casos humanos transmitidos por cães e gatos de 52, em 1990, para dois casos em 2009, estando próximo da eliminação.
A meta de erradicação da doença foi definida conjuntamente por todos os países das Américas no ano passado e sua relevância e viabilidade levaram em conta que a doença apresenta uma letalidade próxima de 100% e que existem hoje as condições para eliminá-la.
Ainda segundo o Ministério da Saúde, a vacina Fuenzalida & Palacios, utilizada até o ano passado, foi substituída neste ano pela de cultivo celular, por apresentar maior poder de imunização e segurança, além de ser recomendada pela OMS.
Até junho deste ano, o Ministério da Saúde recebeu notificação das Secretarias Estaduais de Saúde do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Norte de 79 eventos adversos graves, considerando os óbitos que, embora ainda estejam em investigação, estão possivelmente associados à nova vacina adotada.
As reações foram observadas até 72 horas após a vacinação. Desses eventos, 51,9% (41) foram em cães, 31,6% (25) em gatos e 16,5% (13) em espécie indeterminada na notificação. A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde argumenta que, segundo a literatura, as taxas encontradas estão abaixo do esperado.
Para o veterinário Marcio Brasil, a recomendação é que todos os donos de cães vacinem seus bichos. Os proprietários de animais muito velhos ou de filhotes, no entanto, devem ficar atentos ao local de vacinação.
Segundo o especialista, em cada posto passam entre 100 e 150 animais no dia da vacinação, que defecam, urinam e podem deixar micróbios e doenças. “Os donos de animais mais sensíveis devem chegar bem cedo ou vacinarem em clínicas particulares, até por segurança”, avalia o veterinário.
A dica é a mesma da veterinária Kátia Regina Polastri Mendonça. Segundo ela, os dois principais problemas das campanhas são o acondicionamento das doses em caixas de isopor, que perdem o poder de refrigerar por ficarem muito tempo abertas, e a quantidade de animais. “É praticamente impossível fazer a higiene correta entre um animal e outro”, afirma.
...Fonte: "Jornal Hoje em Dia"

13 de setembro de 2010

Obras que preparam BH para chuva são insuficientes


A Prefeitura de Belo Horizonte aproveitou o longo período de estiagem na capital – mais de cem dias sem chuvas – para tentar concluir algumas obras para conter enxurradas e evitar inundações. Pelo menos duas bacias de contenção (piscinões), uma no Córrego Bonsucesso, que corta as regiões Oeste e Barreiro, e outra no Córrego Engenho Nogueira, que passa pelas regiões Noroeste e Pampulha, ambos afluentes do Ribeirão Arrudas, estão em fase final de construção. Também o rebaixamento e a concretagem do próprio Arrudas estão praticamente concluídos.
Para especialistas, no entanto, obras localizadas e inacabadas podem comprometer o resultado final. O engenheiro civil Euler Magalhães da Rocha, superintendente do Instituto de Tecnologia de Prevenção de Desastres Naturais (ITPD) de Minas Gerais, entidade filiada à UFMG, considera as medidas adotadas pela PBH efetivas, mas ressalta que tudo dependerá da capacidade de acúmulo da água. “Há estudos pontuais, desenvolvidos em locais que já registraram problemas devido à chuva. Falta um programa de prevenção mais completo, que não se restrinja apenas a áreas já afetadas, mas que contemple a cidade como um todo, incluindo um amplo trabalho de prevenção de deslizamento de encostas”, avalia o engenheiro.
“As obras dos córregos devem ser concluídas até o fim desse mês”, garante o coordenador-executivo do Programa Drenurbs, Ricardo Aroeira, da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap). Já as obras nos córregos Olaria e Jatobá, na cabeceira do Ribeirão Arrudas, também na Região do Barreiro, devem ser finalizadas somente em 2011.
Para o aposentado Antônio Damião, 59 anos, que mora às margens do Córrego Bonsucesso há mais de 20 anos, as obras de contenção vão contribuir apenas para reduzir o problema. “Quando a chuva é forte e contínua, torrencial, as águas do córrego sobem rapidamente, inundando residências e comércios. Se a população não colaborar, deixando de jogar lixo nas encostas, as obras podem ser ineficazes”, analisa. A chuva que caiu no início da semana chegou a causar pequenos estragos no curso do córrego. No local há uma placa advertindo que as pessoas evitem atravessar córregos, pontes ou enxurradas em caso de chuva forte.
A mesma opinião tem a técnica em enfermagem Letícia Idelfonso Beraldo, 33 anos, que também mora na região e já presenciou várias enchentes. “As obras dão uma certa segurança; no entanto, a quantidade de água quando chove é muito grande, e o material atirado no córrego causa entupimentos”, assinala a mulher, que relembrou que no último ano a família quase ficou ilhada por causa das enchentes.
Segundo Ricardo Aroeira, além das obras no córregos Bonsucesso e Engenho Nogueira, as intervenções realizadas pela Copasa no fundo do canal do Arrudas, entre o Bairro Coração Eucarístico (Noroeste) e a Avenida Barbacena, também estão concluídas. “O fundo e as paredes do canal foram revestidos para garantir um melhor escoamento”, explicou.
Ainda de acordo com o coordenador-executivo do Programa Drenurbs, está em andamento, em caráter experimental, a implantação de um sistema de monitoramento e alerta contra inundações. Do alto de postes, sobre semáforos ou no interior das galerias subterrâneas e da rede de córregos, 42 estações compactas e automáticas de hidrometeorologia estão sendo instaladas e entrarão em funcionamento em várias regiões da capital.
Os aparelhos estarão em contato constante com uma Central de Inteligência, montada na sede da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) de BH. “Além das obras que estão sendo executadas, é importante implantar um sistema de monitoramento e alerta, e também mobilizar e preparar a população, principalmente as pessoas que moram em áreas consideradas de risco, para eventuais enfrentamentos de grandes chuvas”, explica Aroeira, que ressalta também a implantação de 37 núcleos de alerta de chuvas (NACs).
Os grupos são formados por aproximadamente 400 voluntários das áreas mais afetadas pelas enchentes e desmoronamentos. Eles foram capacitados pelos órgãos de defesa civil para mobilizar os moradores em momentos de emergência sinalizados por alarmes como os do sistema de estações. Na próxima terça-feira, a Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte (Urbel) vai deflagrar a Operação Pente Fino, BH Viva, com distribuição de cartilhas educativas com orientações aos moradores sobre como identificar indícios de risco de deslizamento e inundação.
...Fonte: "Jornal Hoje em Dia"

10 de setembro de 2010

Vestibulares oferecem 20 mil vagas no Estado


Várias universidades mineiras estão com inscrições abertas para o vestibular. São mais de 20 mil vagas distribuídas em todo o Estado. Os interessados devem se inscrever pela internet. O valor das inscrições varia entre R$ 10 e R$ 115. Quem quer estudar na Universidade Federal de Minas Gerais precisa correr. As inscrições concurso de 2011 se encerram na sexta-feira (10) e podem feitas somente pelo site www.ufmg.br/copeve. São ofertadas 6.610 vagas, em 75 cursos.
A taxa de inscrição é de R$ 90. Neste ano as regras mudaram e apenas os candidatos que tiverem o número de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poderão fazer o concurso. As provas serão realizadas em Belo Horizonte e Montes Claros, entre os dias 23 e 29 de janeiro de 2011 e, nesta edição, trazem novidades para a turma de exatas. Serão duas provas diferentes de matemática, com níveis de conhecimentos que variam de acordo com o curso. A leitura dos livros indicados para o vestibular continua valendo para candidatos aos cursos de letras, comunicação social, teatro e dança. Não haverá redação na segunda etapa, pois será utilizada a nota da redação do Enem.
Já os candidatos aos cursos de educação a distância deverão se inscrever no Vestibular UFMG 2011 no período de 11 a 25 de outubro. Para esta seletiva, a taxa é de R$ 10. Esses candidatos também deverão ter o número de inscrição no Enem 2010, que valerá como etapa única de seleção.
Quem também está encerrando suas inscrições nesta sexta-feira é a Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg). São 1.865 vagas oferecidas em seis municípios mineiros. A instituição não aceita as notas do Enem. O valor da inscrição é R$ 110. As provas gerais serão aplicadas no dia 6 de dezembro.
A partir de sábado (11), estarão abertas as inscrições também para o vestibular da PUC Minas, para Belo Horizonte e Região Metropolitana (Barreiro, Coração Eucarístico, Praça da Liberdade, São Gabriel, Betim e Contagem).
São oferecidas 8.550 vagas para 53 cursos. Os interessados devem se inscrever no www.pucminas.br, até 18 de outubro. Na capital e Região Metropolitana, as provas acontecem no dia 14 de novembro. Nos campi do interior, os testes serão no dia 20 de novembro. Os resultados serão divulgados até 14 de dezembro. O valor da inscrição é de R$ 75. Já para quem for tentar o ensino a distância, o valor da inscrição é de R$ 35, e pode ser feita no portal www.virtual.pucminas.br. A novidade deste ano é a oferta dos cursos processos gerenciais, gestão comercial, logística, marketing, recursos humanos e finanças.

Inscrições no Cefet vão até o mês que vem

No dia 20 de setembro é a vez do Cefet-MG abrir suas inscrições, que se estendem até o dia 20 de outubro. O interessado deve preencher os dados no portal www.copeve.cefetmg.br. O edital, segundo assessoria, deve ser publicado no próximo dia 15.
O processo seletivo abre 544 vagas para os cursos superiores e outras 2.322 para educação profissional técnica de nível médio. Os valores das inscrições são de R$ 40 e R$ 80, respectivamente. As provas de graduação acontecerão nos dias 27 e 28 de novembro. Já a aplicação da prova para os cursos de educação profissional técnica de nível médio acontece no dia 12 de dezembro.

UFV e UFSJ também abrem disputa


No interior do Estado, as Universidades Federais de São João del-Rei (UFSJ) e Viçosa (UFV) também já estão com as inscrições abertas.
Na UFSJ, os interessados terão entre os dias 4 e 25 de outubro para efetivar a inscrição, no valor de R$ 100, e somente pelo portal www.ufsj.edu.br. A instituição oferta 2.065 vagas. A isenção da taxa pode ser solicitada até o dia 24 de setembro, também somente pelo site.
As provas da UFSJ acontecem entre os dias 11 e 15 de dezembro. O resultado da 1ª chamada será divulgado no dia 17 de janeiro de 2011.
Já o vestibular da UFV dispõe de 67 cursos nos campi de Viçosa, Florestal e Rio Paranaíba. As inscrições (no endereço www.copeve.ufv.br) estão abertas até as 18 horas do dia 24 de setembro.
As provas serão realizadas nos dias 4 e 5 de dezembro em diversas cidades. A taxa de inscrição é de R$115, e o último dia para o pagamento do boleto é 27 de setembro.
...Fonte: "Jornal Hoje em Dia"

9 de setembro de 2010

1.300 árvores ameaçam rede elétrica em BH


Com a chegada do período chuvoso, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Prefeitura de Belo Horizonte reforçaram em 50% as equipes responsáveis pelas podas e supressões de árvores na capital. A medida pretende evitar interrupções nos serviços básicos e possíveis acidentes causados por quedas de galhos ou até mesmo de troncos. O Programa Especial de Manejo Integrado Árvores e Redes (Premiar), da Cemig, concluiu um documento sobre árvores situadas próximas a fiações e detectou que quase 1.300 delas prejudicam o sistema elétrico. No entanto, especialistas questionam o método utilizado nas podas e alegam que a ação compromete o equilíbrio e a saúde das espécies.
Somente no primeiro trimestre, o Corpo de Bombeiros registrou 220 notificações envolvendo problemas relacionados a árvores na cidade. No ano passado, esse número superou 1.440. Para não deixar que tais estatísticas aumentem, a Premiar informou que 30 equipes estão nas ruas, realizando mais de mil podas diárias.
“Contamos com um grupo de arboristas que nos auxilia. Assim, conduzimos a copa das árvores para fora dos fios de alta tensão. A legislação federal impõe uma distância de no mínimo 1,38 metro”, esclarece Carlos Alberto de Souza, coordenador do Premiar, lembrando que, desde agosto de 2009, 760 árvores foram removidas e mais de mil mudas, plantadas.
Mas Francisco Mourão, biólogo conselheiro da Associação Mineira de Defesa do Meio Ambiente (Amda), contesta a metodologia adotada pela Cemig e sugere a implantação de novos modelos na rede elétrica. “O corte em ‘V’ feito para livrar os cabos das árvores, desequilibra a copa das plantas. A inclinação acaba forçando os galhos, que, sem o contrapeso adequado, tendem a cair. O perigo continua”, alerta.
Mourão sugere a instalação de fios subterrâneos. “As árvores sofreriam menos impactos”, diz. O biólogo também pede mais agilidade na confecção do inventário das árvores de Belo Horizonte, previsto para ser entregue pela prefeitura e a Cemig em julho do ano que vem. O cadastro vai mapear mais de 300 mil plantas espalhadas pelo município, detalhando suas características, estado de conservação e inserção no espaço urbano.
"O documento atualizado vai nos chamar a atenção para as árvores que precisam de uma solução imediata, seja a poda ou a substituição. O que não indico é o plantio de plantas menores, as chamadas anãs, em função da rede elétrica. Elas não atenderiam as funções paisagísticas e de sombreamento”, diz Mourão.
A Cemig, por meio da Premiar, se surpreendeu com os questionamentos do conselheiro da Amda e garantiu que todo o tipo de intervenção é realizada após análise profissional. “Nossa poda não desequilibra a copa das árvores. Pelo contrário, seguimos todos os padrões de segurança para que a população esteja protegida”, contestou o coordenador Carlos Alberto de Souza.
Sobre a implementação da fiação subterrânea, Souza garante que as obras são de difícil execução, principalmente em uma cidade consolidada como BH. “O processo não é tão simples. Teríamos que abrir valas nas grandes avenidas e impedir o trânsito por seis meses ou mais. E o processo pode cortar as raízes das árvores”, argumenta ele, reafirmando que a fiação aérea ainda oferece as melhores condições e que as mudas plantadas atendem o contexto urbano local.
Já o projeto do inventário das árvores depende do aperfeiçoamento do sistema, de forma a viabilizar a atualização e o acesso aos dados. “O trabalho em campo não nos traz dificuldades. O banco de dados é o nosso desafio maior. Lidamos com um ambiente vivo, em constante mudanças. Se existirem falhas, elas nos prejudicarão adiante”, afirma Márcia Mourão, gerente de Gestão Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
...Fonte: "Jornal Hoje em Dia"

8 de setembro de 2010

Trânsito pesado emperra ruas de mão dupla de BH


Moradores das regiões Leste e Centro-Sul queixam-se que não é preciso trafegar pelos grandes corredores ou pela área central para se estressar no trânsito de Belo Horizonte. Para eles, basta tirar o carro da garagem e enfrentar as ruas estreitas e de mão dupla que tumultuam a mobilidade em bairros como Anchieta, Sagrada Família e Santa Tereza. Os motoristas cobram alterações de circulação e restrição a vagas de estacionamento para facilitar a fluidez. A BHTrans confirma que estuda soluções, mas reconhece não haver mudanças imediatas.
No Anchieta, Região Centro-Sul, as reivindicações incidem sobre o fluxo no entorno da Rua Francisco Deslandes, principal via do bairro. Os moradores destacam a intensa procura imobiliária, a inauguração de um shopping no fim de 2009 e a imprudência como causas do tumulto nas ruas menores e que dão acesso às residências. Eliana Brandão põe a paciência à prova quando deixa seu prédio na Rua Samuel Pereira, esquina com Paulo Fagundes Penido. “Os automóveis estacionados bloqueiam o espaço e passa apenas um carro por vez.
Assim, o tráfego trava nos dois sentidos”, analisa a professora, que diz ser impossível dirigir nos horários de pico. Ela defende a adoção de mão única na Rua Samuel Pereira, que não comporta o volume de veículos em trânsito entre os bairros Mangabeiras e Anchieta.
O síndico do edifício em que Eliana reside, Leonardo Silva Pereira, afirma ter solicitado providências à BHTrans. Em conjunto com a Associação de Moradores do Bairro Anchieta e Cruzeiro (Amoran), Pereira elaborou um mapa propondo alternativas e enviou à empresa, detalhando onde seria interessante o sentido único e a restrição do trânsito de caminhões. “Convivemos todos os dias com pequenos acidentes e bate-bocas, ou seja, momentos tensos para, simplesmente, se chegar em casa”, avalia.
Pereira aproveita e pede a cooperação dos próprios condutores, além de cobrar fiscalização. “Sei que as famílias possuem dois, três veículos, e as garagens estão cheias. Mas estacionar em lugares inadequados só tumultua o tráfego. Nesses casos, o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar e a Guarda Municipal tinham de ser rígidos”, afirma o síndico, que estende a recomendação aos visitantes do shopping no Anchieta.
A situação na Região Leste também exige atenção. Próximo ao Estádio Independência, no Bairro Sagrada Família, os carros quase se esbarram ao cruzar vias apertadas. “Pela segurança, aguardo quem vem na direção oposta e depois tomo o meu caminho. Aqui mesmo na Rua Santa Clara, qualquer erro provoca um incidente”, afirma Aneroilton Souza. O experiente motorista de fretamento acredita que a quantidade de veículos excedeu os limites suportados pelo município e a necessidade de planejamento se evidenciou.
Paulo Rogério Silva Monteiro, coordenador de Mobilidade da Agência Metropolitana, segue o discurso. Ele ressalta o crescimento de 23% da frota viária da capital em três anos – são 1,25 milhão de automóveis na cidade, um para cada dois habitantes. Na avaliação de Monteiro, somente investimentos no transporte público causariam impacto no fluxo do Centro e dos bairros. “Trocar a mão das ruas não vai resolver o problema. Essa decisão atrairia novos condutores ao percurso. As pessoas deveriam dosar o uso dos carros. E para isso, tornam-se obrigações articular a estrutura das linhas de ônibus, criar corredores exclusivos e potencializar o metrô”, argumenta.
Enquanto as medidas não se concretizam, Douglas Oliveira, cobrador da linha 9210 (Santa Tereza-Prado), lamenta ter se acostumado ao que classifica de “sustos” no Bairro Santa Tereza, Região Leste. Ao anoitecer, Oliveira revela que o movimento dos bares superlota as tradicionais ruas de dimensões reduzidas, colocando em risco a segurança dos motoristas e passageiros. “Os clientes dos botecos não respeitam os pontos dos coletivos e param os carros nas esquinas das vias de mão dupla.
Parecem pouco se importar com os moradores que retornam da jornada de trabalho e com os cidadãos que dependem do transporte público”, critica ele, lembrando também dos boêmios que insistem em guiar embriagados.

Circulação mudou em seis vias

Nos últimos 15 dias, a BHTrans alterou a circulação em seis vias de Belo Horizonte. Nas regiões Centro-Sul e Leste, apenas as ruas Ascânio Burlamarque (Mangabeiras) e Manaus (Santa Efigênia), respectivamente, começaram a operar em mão única. As demais modificações contemplaram as ruas José Furtado Nunes (Bairro Diamante) e Newton Bonifácio Costa (Bairro Tirol) – ambos no Barreiro –, além das ruas Aventino e Juno (Bairro Glória, Região Noroeste).
A gerente de Ação Regional BHTrans, Maria Odila Matos, reafirma que a empresa não programou nenhuma intervenção para os próximos meses. No entanto, adianta que, em breve, técnicos apresentarão um projeto destinado ao Bairro Sagrada Família. “Antes da reinauguração do Estádio Independência (marcada para março do ano que vem), melhoraremos o trânsito nos arredores. Só não determinamos o cronograma”, informa.
Quanto ao Anchieta, Santa Tereza e demais bairros, Maria Odila esclarece que analisará as sugestões recebidas. A coordenadora convida também os moradores a mandarem sugestões e também cobrarem soluções. “O ideal é que eles unam às associações comunitárias. Assim, o pedido ganha força”, diz.
O canal de comunicação da BHTrans é o telefone 156. Pela internet, mensagens podem ser enviadas pelo site http://www.bhtrans.pbh.gov.br/.
...Fonte: "Jornal Hoje em Dia"

3 de setembro de 2010

Retirado da Praça da Liberdade, helicóptero vai participar de desfile


O helicóptero de guerra que ficou exposto na Praça da Liberdade desde domingo (29) foi removido na madrugada desta quinta-feira (2) do local e levado para a Rua Piauí, no Funcionários. Sem autorização para ficar exposto em área pública, a aeronave foi, à noite, novamente rebocada para novo endereço, em um ponto sem saída da Rua Maranhão, em frente ao Corpo de Bombeiros. O dono do aparelho, que até então era desconhecido, foi localizado e multado em R$ 700.
João de Souza Armani é presidente da Associação dos Reservistas do Brasil. Na terça-feira (31), quando o helicóptero ainda estava na praça, ele recebeu uma notificação da Prefeitura de Belo Horizonte. Antes de ir para a Praça da Liberdade, o aparelho estava no Colégio Militar. De acordo com João Armani, ele foi comprado pela associação há um ano, de uma família de Lagoa Santa (RMBH). Antes, a aeronave, que pertenceu ao empresário Roberto Navarro, então dono da Vide Bula, integrou a decoração da loja que ficava no extinto Bahia Shopping, no Centro.
De acordo com o gerente de Regulação Urbana da Regional Centro-Sul, Willian Nogueira, a multa aplicada atende determinação do Código de Posturas, que pune a ocupação do logradouro público sem prévio licenciamento. Da Praça da Liberdade, o helicóptero UH-1H 442, fabricado nos Estados Unidos em 1960, foi levado para a rua Piauí e ficou estacionado atrás do Corpo de Bombeiros, ocupando o lugar de cerca de três veículos. Por isso precisou ser transferido de novo, dessa vez para a Rua Maranhão.
Sem concordar com a multa, Armani pensou ser desnecessário entrar com pedido de autorização, já que o equipamento fará parte das comemorações da Semana da Independência, e vai participar do desfile de 7 de Setembro na Avenida Afonso Pena. “A fiscalização me ligou pedindo para tirar. Eu realmente não pedi autorização porque achei que não fosse preciso”, afirmou João Armani.
Willian Nogueira alegou que, mesmo estacionado, o helicóptero fica em exposição, atrai os olhares e pode causar algum risco para quem passa. Na noite desta quinta, várias pessoas que passaram pela Rua Piauí, a pé ou de carro, pararam para ver o aparelho. “Quando me ligaram dizendo que tinha um helicóptero na Praça da Liberdade, achei que estavam brincando. É ótimo para a cidade, mas precisa de autorização para ocupar um local público”, afirmou o gerente de Regulação Urbana.
A aeronave realmente não passa despercebida. A consultora Mônica Oliveira passou com os dois sobrinhos, de 7 e 8 anos. Eles quiseram parar, tirar fotos e até entraram no helicóptero militar, que, segundo o proprietário, participou da Guerra do Vietnã. “Não é todo dia que vemos isso em Belo Horizonte. Realmente chama a atenção. Acho que desperta o sentimento cívico nas crianças”, disse a consultora.
...Fonte: "Jornal Hoje em Dia"

2 de setembro de 2010

Região Metropolitana tem maior nível de ozônio do país


A Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) apresentou uma concentração de ozônio (O3) de 300 microgramas por metro cúbico de ar, considerada a maior do país, à frente das regiões metropolitanas de São Paulo (279 mg/m3) e Rio de Janeiro (233 mg/m3. Os dados são da pesquisa de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) – Brasil 2010, divulgada na última quarta-feira (1°) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A concentração desse tipo de poluente na RMBH apresentou índice quase duas vezes maior do que o padrão de 160 microgramas por metro cúbico de ar estabelecido pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Os dados divulgados pelo IBGE foram tabulados a partir de informações diárias da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam).
O professor de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFMG, Gilberto Caldeira, 51 ano, disse não saber qual a metodologia utilizada para chegar a esses parâmetros, mas, considerando que os dados informados pela Feam estejam corretos, o resultado não deixa de ser preocupante.
O professor avalia que a alta concentração de ozônio é um problema inerente a grandes cidades. O poluente é gerado na baixa atmosfera (rente ao solo) por reações fotoquímicas provocadas pela luz solar entre óxidos de nitrogênio e compostos orgânicos voláteis, ambos oriundos da queima de combustíveis fósseis. O crescente aumento de veículos nas grandes cidades é o maior gerador desse tipo de poluente e maior obstáculo para seu controle. “Partindo do pressuposto que os dados da pesquisa estejam corretos, o resultado traz preocupação, pois o ozônio é um dos poluentes mais agressivos. Ele atua como oxidante ativo, causando envelhecimento precoce das células, ataca as mucosas provocando doenças respiratórias e, em casos agudos, pode até interagir com o DNA humano resultando alterações genéticas”, resumiu.
Ainda conforme o professor, embora não haja confirmação científica de que o ozônio seja cancerígeno, sua ação provoca debilidade no organismo e pode favorecer o aparecimento de doenças. Caldeira explica que esse tipo de ozônio poluente nada tem a ver com a camada de ozônio, situada a cerca de 10 mil metros de altura, que atua como uma espécie de escudo do planeta contra os raios ultravioleta B oriundos do Sol.
A diretora do Departamento de Qualidade Ambiental da Feam, Zuleika Torquetti, refutou os dados apresentados pelo IBGE. Segundo ela, os dados não refletem a qualidade do ar da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ela admitiu que a concentração de ozônio atingiu o pico de 300 mg/m3, mas apenas uma única vez, e ultrapassou outras 17 vezes o patamar do Conama de 160 mg/m3. Ela afirmou que a Região Metropolitana de São Paulo ultrapassou o mesmo patamar 146 vezes.

Alumínio é o mais reciclado

Segundo o indicador de sustentabilidade do IBGE, as latinhas de alumínio são o material mais reciclado do país, e o índice de reciclagem deste tipo do produto supera 90% do total produzido no Brasil há cinco anos. A proporção de material reciclado, em 2008, era de 91,5%, um porcentual considerado elevado, mesmo na comparação com outros países.
Segundo o analista da pesquisa Judicael Clevelario Junior, de uma maneira geral, o percentual de reciclagem tem crescido nos últimos anos em quase todos os materiais, mas nenhum índice de reciclagem supera o das latas de alumínio. A partir de 2004, o índice de reciclagem desse tipo de produto não mais ficou abaixo de 90%, chegando a um pico de 96,5% em 2007.
A queda do índice de reciclagem de 2008 para 2007, diz Clevelario, pode estar relacionada à oscilação do preço do material no mercado. Na prática, segundo o especialista, as oscilações no índice de reciclagem de latas de alumínio, bem como o menor interesse em reciclar outros tipos de material, são causadas pela ausência de uma política voltada para coleta seletiva. “A reciclagem do Brasil não é baseada em coleta seletiva e sim no trabalho de catadores”, explica Clevelario.
Ainda de acordo com ele, no Ministério do Meio Ambiente há alguns estudos de preços mínimos para materiais oriundas de reciclagem, com o intuito de acabar com a oscilação de preços. Há também a intenção de elaborar uma política de profissionalização de catadores de lixo.
Sobre os outros materiais recicláveis, à exceção das embalagens longa vida (cartonadas ou tetrapak), os índices de reciclagem variam em torno de 45% e 55%, todos com tendência crescente ou estável. Para as embalagens tetrapak, os valores são mais baixos (cerca de 25%), embora também crescentes.

Metade do Cerrado já foi devastado

A cobertura original do Cerrado foi reduzida praticamente à metade no país, de 2 milhões para um milhão de quilômetros quadrados. Até 2008, o total de área desmatada atingiu 986 mil quilômetros quadrados.
Somente entre 2002 e 2008, foram destruídos 85 mil quilômetros quadrados, ou 4,18% do total. De acordo com levantamento do IBGE, os Estados que apresentaram maior área desmatada no período, em termos absolutos, foram Mato Grosso (17,5 mil quilômetros quadrados) km²), Maranhão (14,8 mil) e Tocantins (12,1 mil). As taxas de desmatamento no bioma são mais altas que as apresentadas para a Floresta Amazônica, o que implica “medidas urgentes de proteção”, diz o IBGE.
Até 2002, houve tendência de aumento de áreas desmatadas do Sul e Sudeste, principalmente nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás. Já no período de 2002 a 2008, isso ocorreu mais para o Norte e Nordeste. É primeira vez que o IBGE usa dados do Cerrado no Índice de Desenvolvimento Sustentável (IDS).
Quanto à Amazônia, apesar da redução do ritmo de desmatamento nos últimos cinco anos, a área total derrubada já representa 15% da floresta original. O processo acentuou-se nas últimas quatro décadas e foi concentrado nas bordas sul e leste da Amazônia Legal, o chamado Arco do Desmatamento.
Segundo o IBGE, após um período de crescimento quase contínuo da taxa de desflorestamento entre 1997 e 2004, quando atingiu um pico, os valores para 2009 indicam que a área desmatada representa um terço do que foi verificado no ano de 2004.
No período de 2007 a 2009, houve queda de 63% dos focos de queimadas e incêndios florestais no país, de 188 mil para 69 mil, seguindo a tendência de queda nas taxas de desflorestamento da Amazônia. O dado é importante porque a principal fonte de emissão de gases de efeito estufa para a atmosfera no país é a destruição da vegetação natural, com destaque para o desmatamento na Amazônia e as queimadas no Cerrado.
A atividade representa 75% das emissões brasileiras de gás carbônico, responsável por colocar o Brasil entre os dez maiores emissores de gases do efeito estufa.

Áreas de pastagens também avançam

Em 36 anos (de 1970 a 2006), o território usado para pastagens plantadas aumentou duas vezes e meia. As pastagens já existentes, chamadas naturais, caíram 53,4%, no mesmo período.plantadas indicam uma intensificação da pecuária brasileira, especialmente nas regiões Sul e Sudeste.
...Fonte: "Jornal Hoje em Dia"

1 de setembro de 2010

Fraudes eletrônicas causam prejuízo de R$ 900 mi por ano


As fraudes eletrônicas em bancos causam prejuízo de R$ 900 milhões por ano. Apesar do investimento de R$ 1,9 bilhão feito pelas instituições financeiras na prevenção e no combate a esse tipo de crime, os golpes continuam sendo aplicados, principalmente, em clientes pessoa física.
O valor das transações ilícitas foi informado nesta terça-feira (31) pelo diretor técnico da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Wilson Gutierrez. Ele foi dos participantes do seminário Crimes Eletrônicos – A Urgência da Lei, na Câmara Americana de Comércio (Ancham), em São Paulo.
Segundo Gutierrez, o montante foi verificado em 2009 e deve se repetir este ano. Engloba valores desviados em golpes pela internet, centrais de atendimento telefônico e terminais de auto-atendimento, além de fraudes em cartões de crédito e débito. O representante da Febraban disse que os golpes em cartões são os mais comuns. Correspondem à metade de todos os registros. Já as fraudes via internet representam 30% do total.
Para ele, a falta de cuidado dos clientes internautas facilita as fraudes. Por isso, ele destaca a importância de os clientes se cercarem de cuidados ao acessar a conta bancária pelo computador. Manter os programas antivírus atualizados, não abrir arquivos enviados por desconhecidos e não acessar mensagens eletrônicas de conteúdo sensacionalista são algumas dicas de segurança apontadas por Gutierrez. Ele recomenda também que clientes não acessem a conta em computadores públicos, como em lan houses ou cybercafes.
“O internauta deve evitar ser muito curioso, evitar abrir todo e-mail que chegue para ele”, alerta. “Também deve evitar digitar dados em computadores que outros possam usar.”
...Fonte: "Jornal Hoje em Dia"

Carro sem uso é um problema


Carro parado não é sinônimo de economia. Ao contrário, deixar o veículo sem uso por muito tempo pode acarretar problemas em diversos componentes e, consequentemente, grandes despesas. Freios, óleo, bateria, embreagem e até o combustível costumam ter a sua qualidade comprometida se o período sem uso for muito extenso. Nessa situação, algumas precauções são importantes para manter a vida útil do veículo. O avanço tecnológico ajudou a ampliar a folga em relação aos problemas resultantes do tempo parado. Mesmo assim, é bom olhar o carro de vez em quando, chutar os pneus.
A maioria dos problemas graves só começa a surgir depois de cerca de um mês com o veículo parado – mas este período pode ser até menor, caso o carro fique exposto à umidade, por exemplo. “A partir daí, a situação entra na lista como uso severo do carro”, aponta Alfredo Guedes Junior, supervisor de relações públicas da Honda. O principal problema, nesse caso, é a bateria, que, se não estiver com carga máxima, poderá ficar sem energia. Portanto, desligar os cabos da bateria antes de um longo período de inatividade preserva a integridade do sistema elétrica.
Também é recomendável não acionar o freio de estacionamento e colocar calços nas rodas para evitar que o carro se mova. O ativamento do freio de mão por muito tempo pode levar ao empenamento das sapatas. Além disso, a umidade de lugares como garagens e estacionamentos cobertos, pode fazer as lonas de freio “colarem” no tambor e deixem o carro travado. O engate das marchas também não é a solução ideal. “Se o carro for automático, melhor deixar em P. Se for manual, o ideal é engatar a marcha a ré”, completa Alfredo Guedes Junior.
A partir de seis meses de carro parado, os cuidados devem ser maiores. “O recomendado é que se bote um peso no pedal para deixar a embreagem acionada. Caso contrário, o disco pode colar no platô”, indica Reinaldo Muratori, diretor de engenharia e planejamento da Mitsubishi. O combustível também é afetado após muito tempo de armazenamento. A gasolina e o etanol perdem as suas propriedades detonantes e podem comprometer a alimentação na hora da ignição. No caso do diesel, o cenário fica ainda pior, já que é um combustível que apodrece. Nesse caso, é bom tirar todo o conteúdo do tanque antes do período de inatividade. O próprio reservatório de combustível pode apresentar problemas. Se o material usado for alumínio, as partes que não ficam em contato com o líquido tendem a oxidar.
Depois do período sem uso, uma limpeza no bico da injeção eletrônica também é recomendável para retirar os resíduos do combustível envelhecido.
Os pneus também merecem cuidado. Como o ar vai escapar ao longo do tempo, os pneus irão murchar e terão muita área de contato com o solo. “Isso é o que chamamos de pneu quadrado. Portanto, o ideal é o encher com uma pressão acima do especificado pela montadora. Assim, a forma do pneu vai ser preservada quando for recalibrado”, explica o engenheiro Carlos Henrique Ferreira, assessor técnico da Fiat. Caso o tempo inativo seja muito elevado, o uso de cavaletes para levantar o carro durante esse tempo é a melhor opção.
Apesar de tantos problemas, o avanço tecnológico ajuda na preservação do veículo. A maioria dos materiais de borracha nos carros fica em contato com algum tipo de líquido quando o motor está ligado. “Isso já foi problema. Hoje em dia, a fabricação destes produtos é muito rigorosa e, por isso, eles mantêm as qualidades mesmo depois de um ano sem uso” conta Reinaldo Muratori.
Mesmo assim, há extremos. Se o motorista não for usar o seu veículo por mais de um ano, a situação fica ainda mais crítica. Todos os fluidos internos do motor e do resto do carro tendem a endurecer e apodrecer. “Caso isso aconteça, fica muito difícil depois retirar esses líquidos para substituí-los”, revela Carlos Henrique Ferreira. Antes de uma inatividade tão grande, é aconselhável retirar todos os fluídos do carro. Inclusive água do sistema de arrefecimento e fluido da embreagem, apesar de serem componentes que dificilmente estragam.
...Fonte: "Yahoo"